Dublin – República da Irlanda

Dublin – República da Irlanda

1 Outubro, 2014 1 Por Ana Carvalho

Em Outubro fomos passar cinco dias a Dublin e a Belfast..

Chegámos a Dublin, num final de dia, fomos diretos ao hotel, no dia seguinte começava a nossa aventura pela cidade..

Foi neste importante local que começamos a nossa aventura por Dublin. James Larkin foi um líder sindical e revolucionário socialista. Fundou a União Geral Irlandesa de Trabalhadores do Transporte, o Partido Trabalhista da Irlanda e, mais tarde, a União de Trabalhadores da Irlanda. Um dos eventos mais relevantes do século passado foi o movimento operário mais revolucionário do país – o Dublin 1913 Lock-out – um marco na história irlandesa que representa a fundação e luta pelos direitos trabalhistas em um país que passava por um de seus piores momentos. James Larkin foi o líder do protesto, e ainda hoje o “Grande Jim” continua a ocupar um lugar de destaque na memória colectiva dublinesa.

Seguimos em direção à zona do Temple Bar, estávamos ansiosos para conhecer e sentir o ambiente por lá… Dublin é uma cidade com uma mística quase impossível de descrever. As suas ruas, transbordam cultura, história e música… A cada esquina existem bandas a tocar, o que a torna ainda mais mágica!

Passámos o Rio Liffey para a outra margem, e num ápice estávamos na zona de Temple Bar.

Era ainda muito cedo, com tudo muito mais calmo, pudemos entrar e apreciar o mítico Temple Bar, um dos bares mais conhecidos do mundo…

Aqui respiramos música e história..

Por aqui estivemos mais um pouco, mas queríamos viver ao vivo a experiência de passar por aqui durante a noite..

Seguimos para um lugar mais recente, mas já com alguma história, o Hard Rock Cafe Dublin..

Lá dentro existem instrumentos e fotografias de uma das maiores bandas de rock da actualidade, os U2. Esta famosa banda foi fundada em Dublin em 1976.

De seguida, já novamente na outra margem do rio, passamos pela famosa loja de aparelhos auditivos, o seu nome deu origem ao apelido de Bono pelo seu amigo Derek Rowen “Guggi”, durante sua adolescência. “Bonavox” em latim significa “boa voz”. 🙂

As ruas de Dublin são limpas e bem cuidadas, podemos deslocar nos facilmente a pé na zona central da cidade, na O’Connell Street passeámos tranquilamente, acabando novamente a descansar nas margens do rio Leffey.

A hora de almoço já estava a chegar, passámos por um dos 1054 restaurantes Nando`s, uma cadeia de restaurantes de um português que nasceu no Porto, mas que muito novo foi para a África do Sul. Lá teve esta ideia de abrir um restaurante com um símbolo de um galo de Barcelos, com comida portuguesa,  mas com toques do país onde o restaurante estivesse.. Hoje a marca, está em 30 países no mundo inteiro!

Hoje não foi aqui que almoçamos, já tínhamos almoçado em Londres, aqui ficava para outro dia, agora era hora de ir visitar a histórica fábrica da cerveja preta mais famosa do mundo… a cerveja Guinness!!

Chegámos à Guinness..

A fome era muita,fomos almoçar no restaurante da Guinness, para depois podermos explorar o museu. O almoço estava delicioso, era puré com carne de vaca estufada, com um delicioso molho de cerveja Guinness. 😀

De barriga composta fomos conhecer então o museu! 🙂

A Guinness é uma cerveja irlandesa cuja história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, e começou a produzir a sua cerveja. Em 1862 adoptou a harpa irlandesa como símbolo.

Fomos assistir aos processos de fabricação da cerveja, degustámos a Guinness e acima de tudo conhecemos a sua história.

A Guinness, foi uma das primeiras grandes marcas a apostar fortemente na publicidade, tendo inclusive nos anos 50, inventado o livro de recordes mundiais, que existe até hoje… 🙂

Foi uma tarde em cheio que passámos por lá, o museu é muito interactivo, e com cinco pisos, temos muita história para aprender com a cerveja Guinness!

Foi no último piso, no bar da Guinness, que tem uma vista panorâmica incrível da cidade de Dublin, que degustámos, mais uma vez, a fantástica cerveja e descansámos um pouco antes de voltarmos para o hotel..

Uma Guinness com o famoso irlandês trevo da sorte…<3

O dia estava a ser fantástico, mas tínhamos de regressar e descansar as pernas, mais à noite queríamos ir até Temple Bar novamente.

Não há muita palavras para descrever o ambiente que se vive nesta zona da cidade… As bandas a tocar na rua, o espírito irlandês, a mística dos bares… São momentos únicos…

Entrámos no Temple Bar para beber uma Guinness..

Por cá, David Browne, conseguiu estar 114 horas, 6 minutos e 30 segundos a tocar guitarra…

No dia seguinte, acordámos um pouco mais tarde, e fomos visitar o Castelo de Dublin..

O castelo começou por ser uma fortificação de defesa da cidade, depois sede do governo britânico e a partir de 1922, casa real. Agora serve como gabinete dos ministros das obras públicas e como postal de visita dos milhões de turistas que visitam todos os anos Dublin.

De seguida fomos visitar a Catedral da Santíssima Trindade. Os irlandeses são muito conhecidos pela sua fé católica e tem as suas igrejas e catedrais bastante bem preservadas..

Um lugar especial sem dúvida.. O almoço foi no Nando´s, e para digestivo tínhamos de ir à destilaria da famosa marca de whiskey Jameson. 🙂

É uma visita bastante interessante, que culmina num prova de degustação dos vários tipos de whiskey mundiais.

Todos eles tem formas de o fazer diferentes e isso dá a todos um sabor diferente..

O espaço está muito bem concebido, aqui já não se produz whiskey. Ficámos a saber que o Jameson é produzido com tripla destilação, e é a principal diferença dos outros. Na prova, ficámos a conhecer o escocês e o americano. O americano é o mais forte, só passa por um processo de destilação, o escocês, talvez o mais famoso e vendido no mundo, passa por dois processos de destilação e faz com que seja mais suave, e o irlandês,  que passa por três processos de destilação e torna o sabor ainda mais suave..

No fim da prova, recebemos um diploma de participação e existe uma loja onde podemos comprar Jameson especial, de doze anos, comercializado só lá, ou com mais ou menos anos de maturação.

Nós comprámos o especial… é delicioso!

Saímos de coração cheio..

O resto do dia foi passado a explorar as ruas do rock em Dublin, a ouvir grandes bandas a tocar ao ar livre e a descansar.. No dia seguinte iríamos rumar a Belfast na Irlanda do Norte mas voltaríamos para mais um dia em Dublin..

O último dia por Dublin foi para passear na zona nova da cidade..

Passámos no novo centro de espetáculos, o 3 Arena, onde se realizam os maiores concertos do país.

O nosso objectivo principal era visitar o Aviva Stadium, um estádio lindo, palco de algumas finais europeias e sede da seleção nacional de Râguebi Irlandesa.

Mas para isso tivemos de andar muitos quilómetros a pé!!

Passamos novamente o rio e lá estava ele…

Apesar de não ser dia de jogo, por lá andamos e voltámos já perto da hora de almoço ao centro da cidade.

Era Domingo, a cidade estava ainda mais calma, decidimos almoçar num lugar muito especial… Estava a decorrer uma “Ocktober Fest” perto do nosso hotel e nós fomos apreciar o ambiente..

O nosso almoço foi uma espécie de “carne de porco á alentejana”, mas com salsicha também e uma cerveja Erdinger maravilhosa… não poderiam acabar melhor as nossas refeições por lá!

Já cá fora não poderia falta o delicioso crepe… Só tínhamos voo mais à noite, decidimos ir no metro até à paragem mais longínqua, como já fizemos tantas vezes pelas cidades onde passámos…

Fui numa delas, que parámos, a cerca de 10kms da cidade e entrámos numa igreja onde estava a decorrer uma missa e por lá ficámos até ao fim..

Vagueámos pela maravilhosa cidade de Dublin o resto da tarde..

Estava a chegar a hora de regressar a casa, mas uma coisa já era certa… Dublin iria deixar-nos muitas saudades..

Passámos lá quatro maravilhosos dias, e mesmo com alguns percalços, tudo correu muito bem…..

No caminho para o aeroporto, uma mensagem de um ídolo… Fantástico!

Era chegada a hora de regressar, não sem antes termos assistido a mais um episódio caricato em viagem… No aeroporto, estão garrafas de água à venda, em que tiramos a água e metemos o dinheiro num cofre, não existe ninguém a vigiar..

Estivemos a apreciar, e escusado será dizer que houve seis portugueses que pegaram nas águas e foram embora sem lá meter o dinheiro… Portugal no seu melhor… 🙁

Era hora de nos despedirmos de vez de Dublin..Adorámos a cidade!!

Até um dia…

https://www.visitdublin.com/