MSC Armonia e “troxas” – uma combinação perfeita!

MSC Armonia e “troxas” – uma combinação perfeita!

30 de Abril, 2019 23 Por Vitor Martins

Depois de dois fantásticos dias em Havana, era hora de entrar no Mar das Caraíbas.

O navio arrancou ao por-do-sol do porto de Havana, e no dia seguinte iríamos navegar no Mar das Caraíbas até chegar à Jamaica.

A saída foi inesquecível!

Muito calor! Tínhamos sempre as piscinas para nos refrescarmos e bebidas à descrição. O pacote de bebidas dos navios, que normalmente apelidamos de “all inclusive”, é uma excelente opção para quem gosta de cocktails ou bebidas alcoólicas em geral. Podemos pedir, as bebidas que quisermos a qualquer hora.

Depois do jantar, a Ana estava um pouco cansada e quis ir descansar. Eu, sempre com o meu lado noctívago em altas, fui beber um café. E seria a partir daqui, que se iniciava uma grande história!

Ainda estou estou para perceber o porquê de ter ido beber café àquele bar, que nem nunca tinha ido. O bar situa-se no piso 5 do navio, e normalmente está sempre vazio, porque é dentro do navio e aqui, queremos aproveitar o calor e as esplanadas exteriores.

Bom, pedi um café e ao meu lado, estava um rapaz, sozinho, a beber um whisky. Até aqui tudo normal, eu peço um café e um whisky também, e ele, sugeriu-me a marca que estava a beber.

A partir daí, começamos a conversar, e ele apresentou-se, era o Hugo, um mexicano de Vera Cruz, que era para ter vindo com um amigo, mas há última hora não pode, o Hugo não quis perder a oportunidade e veio sozinho. 🙂

Conversámos muito sobre a vida, onde ele me contou que já tinha sido jogador profissional de futebol, e eu lhe contei um pouco sobre a minha vida e sobre o nosso Portugal, que ele conhecia mal. Conhecia adivinhem quem?! O Cristiano Ronaldo… 🙂

Passadas algumas horas, o Hugo disse me que tinha conhecido umas raparigas brasileiras, e que se ia encontrar com elas na discoteca no último andar. Convidou-me para ir também, e quando chegámos, já estava a decorrer uma grande festa, com muitos brasileiros, e aí senti-me em casa!

O Hugo apresentou-me as irmãs Li e Le Souza, de São Paulo! A Le pareceu me um pouco mais divertida e faladora e a Li, mais reservada, mas com o passar dos dias, vi que eram as duas pessoas bastante divertidas!

A noite foi fantástica, de muita diversão, mas eu tinha de ir descansar.

O dia seguinte seria de navegação, onde poderíamos descansar e usufruir de todas as comodidades do navio de cruzeiro.

Foi uma manhã fantástica, com sol e calor, relaxando nas piscinas do barco.

Depois de um belo almoço (a comida por aqui é deliciosa, tudo é pensado ao pormenor), encontramos os nossos novos amigos, estavam junto de uma das piscinas! 🙂

Estava a ser uma tarde fantástica, tivemos a oportunidade de nos conhecermos melhor, e de rir muito com as histórias do dia anterior!

Neste dia, a paixão andava no ar! A Le e o Hugo, estavam muito juntos, e ele estava a ponderar pedir a sua mão em casamento à sua irmã Li!! 😀

O clima de um possível romance pairava no ar, estavam em paz e harmonia e tudo se conjugava para um final feliz. <3

O dia estava a chegar ao fim, nós jantámos e fomos descansar..

Tínhamos combinado em sairmos todos juntos no dia a seguir, rumo a Montego Bay na Jamaica! Logo pela manhã e com a confusão de pessoas à saída e com a falta de wi-fi (as comunicações são caríssimas…), não nos encontrámos.

Cada um seguiu o seu caminho, comprámos um passe que nos levaria de autocarro até a uma zona de praias e eles fizeram o mesmo mas de táxi privado.

O que é certo, é que nos encontramos na praia! A manhã estava fantástica. 🙂

As suas águas translúcidas não defraudavam em nada as nossas expectativas… 😀

O calor começava a apertar, decidimos ficar a descansar numa sombra bem original!

E foi aqui, que as história dos “troxas” começou. Depois de mais de dez abordagens de pessoas a perguntarem-nos se queríamos marijuana, uma situação perfeitamente normal por lá, e como tínhamos combinado que iríamos experimentar, decidimos arriscar. Um dos muitos vendedores de praia, vendeu-nos. Decidimos que depois de almoço experimentávamos.

Passado cerca de meia hora, uma chuva tropical passou pela nossa praia, o que nos levou a ter de sair à pressa da praia.

Uma hora depois, tudo tinha voltado ao normal, e nós voltámos para a praia. 🙂

Conforme o combinado, fomos então experimentar a mais famosa erva da Jamaica! O Hugo tinha guardado o cigarro, na parte da frente da mochila, que com a chuva se molhou um pouco e a marijuana estava concentrada dentro do cigarro em forma quase de tijolo, o que fazia que fosse quase impossível fumar! 😀

Depois de muito chuparmos no cigarro, de rirmos muito por termos sido tão “troxas”quando o comprámos, ficámos a perceber que não precisávamos de marijuana para rir e estarmos em paz! 😉

Mesmo assim. achamos que, houveram efeitos secundários em algumas pessoas! 😀

Mas foi temporário! 😉

Bom o dia estava a acabar por aqui, era hora de partir, sempre com cuidado, não nos vá acontecer mais alguma coisa! 😀

Tudo parecia estar bem, a correr às mil maravilhas, mas nessa noite tudo se transformou! A Le, reencontrou “El Capitain”, que tinha conhecido na primeira noite no barco, e a paixão começou… o Hugo tinha sido jogado no mar!

Chegámos às Ilhas Caimão, e enquanto eu e a Ana vivíamos a nossa 50ª lua de mel, o “Bonitão” e a Le começavam o seu romance… 😀

Felizes da vida, vivendo um cruzeiro de sonho, do outro lado a Li, dançarina por natureza e o Hugo, rejeitado, mas muito dançarino também!

Podiam estar reunidas as condições para que fossem os dois bastante felizes! 😉

Esta seria a última noite do grande companheiro Hugo, ele iria sair em Cozumel no dia seguinte. Durante o resto da tarde, brindámos a ele!

Apesar de parecer alegre, ele estava triste, principalmente por nos deixar! Mas ele tinha conhecido dias antes um companheiro da sua terra, que também iria sair no dia seguinte. Quem sabe não tenham ido afogar as mágoas juntos! 😀

A última noite seria do Hugo! Já na discoteca, assistimos a uma situação que nunca tinha visto em barco de cruzeiro. Confrontos físicos entre duas pessoas, graves, que um deles teve de sair em cadeira de rodas, e o Hugo apesar de não ser nenhum deles, como estava no meio da pista a dançar, acabou por ir socorrer. Nada de muito grave, mas que não é de todo normal em cruzeiros. Nessa noite não tivemos connosco a Le, que estava a viver o seu romance no barco e a Li, farta de aturar um italiano, decidiu ir dormir, cinco minutos antes da confusão!

O dia seguinte era de despedidas, e nada ficou como antes! O Hugo ia embora, nós ficávamos mais uma noite, mas sem um dos “troxas”!!

Quando saímos do barco tirámos esta foto, onde entretanto se juntaram mais uns compatriotas da Li e da Le, em homenagem ao bravo guerreiro Hugo, desejando-lhe tudo de bom!

As nossas amigas seguiram o seu caminho e nós o nosso, ainda passeámos um pouco pelas ruas de Havana, onde conseguimos quarto para elas ficarem.

Iriam ficar mais uma semana, indo até Varadero.

De salientar que estas histórias foram vividas na primeira pessoa e qualquer semelhança com a realidade é pura ficção!

Um abraço forte a todos! É também muito por isto que viajamos, sabemos que encontrámos amigos para a vida!

<3 <3 Saudades vossas!