Helsínquia – Finlândia

Helsínquia – Finlândia

25 Junho, 2018 9 Por Ana Carvalho

Chegávamos então depois da meia noite a Helsínquia, do nosso quarto pelas 02h da manhã era este o cenário…

Acordámos por volta das 9h da manhã e fomos tomar o pequeno almoço. A sala situada no piso 0 é digna de ser visitada.

Queríamos explorar a cidade e tínhamos o dia todo, mais ao final da tarde iríamos apanhar um navio cruzeiro que faz a travessia do Golfo da Finlândia para a Estónia.

Seguimos sempre a pé em direcção à Catedral de Helsínquia, passando pela estação Central que estava mesmo em frente ao nosso hotel e pelo World Trade Center.

Hoje é domingo, a maior parte do comércio está fechado, mas a suas ruas planas e limpas estavam lá para nós explorarmos..

Foi nesta rua que passámos por uma homenagem de rua a variadas espécies de flora marítima em via de extinção, e que serve como alerta para não as deixarem morrer.

A caminhada estava a ser muito boa, num ápice chegámos a Catedral de Helsínquia e à Praça do Senado.

A Catedral de Helsínquia, é uma catedral evangélica luterana e foi originalmente construída como tributo ao Czar Nicolau I da Rússia, tendo sido conhecida como igreja de São Nicolau até à independência da Finlândia, em 1917.

A catedral constitui um local de destaque no centro de Helsínquia, ostentando uma cúpula verde e alta, rodeada por quatro cúpulas mais pequenas. Foi construída entre 1830 e 1852, em estilo neoclássico, tendo sido concebida por Carl Ludvig Engel, como o ponto mais elevado da Praça Senaatintori, onde se encontra rodeada por outros edifícios do mesmo autor. Este supervisionou as obras até à sua morte, em 1840, tendo sido sucedido por Ernst Lohrmann. Nesta segunda fase, foram acrescentadas quatro cúpulas mais pequenas, que estabelecem um claro vínculo arquitectónico com a Catedral de Santo Isaac em São Petersburgo, por onde também já passámos. Foram também erigidas duas torres com sinos e incorporadas estátuas de zinco dos doze apóstolos nos vértices exteriores. A planta da catedral é em cruz grega, ou seja com um centro de massa quadrada e quatro braços com as mesmas dimensões, sendo simétrica em todos os 4 pontos cardeais, marcados individualmente por uma colunata e um frontão.

A manhã estava um pouco nublada e ventosa, mas sem chuva, o que nos permitiu passear tranquilamente na Praça do Senado e ir a pé até à Catedral de Uspenski.

Pelo caminho, com os passeios bastante cuidados e com as zonas para cadeiras ou carrinhos de rodas, limpos, passámos pela casa do Estado, onde se realizam muitas das mais importantes reuniões com líderes de outros países.

Quase a chegar à Catedral passámos pelo KGB! Um bar de Karaoke e Disco!!! 😀

Mudam-se os tempos…

De seguida passámos pela Casa da Nobreza da Finlândia…

E lá chegámos nós à Catedral de Uspenski, que foi construída numa das colinas mais alta da cidade, a península Katajanokka. Foi projectada por Aleksei M. Gornostajev e construída em 1868. É a maior construção da Europa ocidental dedicada ao cristianismo ortodoxo e o principal templo da igreja ortodoxa finlandesa. A igreja de tijolos vermelhos tem influências orientais e ocidentais: a fachada deixa entrever a influência eslava e a sua nave é um exemplo da arte italiana.

Daqui do alto temos uma vista fantástica para a cidade… <3

A fome começava a apertar e era hora de descermos e irmos até ao Mercado Antigo de Helsínquia, situado no Porto Marítimo.

Em frente ao mercado antigo, existem umas piscinas, onde podemos tomar banho no verão, mas elas tem uma particularidade, são piscinas naturais… 🙂

Estava na hora de almoçar, e por aqui não faltavam opções!

Nós optámos por escolher três pratos e prová-los todos!! Sardinha pequenina grelhada, salmão fresco grelhado e carne de rena grelhada… 😉

Acompanhado de uma excelente cerveja Finlandesa… 🙂

Para sobremesa, muita variedade e bom gosto…

Já de barriga bem composta, era hora de partir, iríamos voltar ao hotel para buscar as nossas mochilas, tínhamos o navio de cruzeiro para apanhar e atravessar o golfo da Finlândia.

Estava tudo delicioso, mas as gaivotas, se não estivermos atentos, facilmente nos roubam a comida, elas por aqui são às centenas..

Apanhámos o metro até ao nosso hotel.

E foi no Metro que nos aconteceu mais um episódio caricato em viagem. Entrámos no metro com o carrinho de bebé e fomos para a zona destinada aos carrinhos ou cadeiras de rodas. Existiam duas cadeiras naquele espaço, que estavam fechadas. Encostámos-nos lá, não havia mais ninguém. Por detrás de uma das cadeiras, estava uma carteira. A Ana viu a carteira, e disse-me, e prontamente a entregámos ao motorista… em muitos países mais de metade das pessoas iria ficar com ela, mas nós estávamos na Finlândia, um país pacífico e civilizado. 🙂

Seguimos então em direcção ao hotel para irmos buscar as nossas mochilas, e foi pelo caminho, que encontrámos um grupo de portugueses de meia idade, com quem metemos conversa. No meio da conversa, perguntaram-nos se estávamos a trabalhar lá, pois não era muito normal verem casais com os miúdos, principalmente o mais pequeno a fazerem viagens em família por ali, o normal é irem para praias e ficarem por lá… 😉

Realmente, pensando bem, talvez sejamos uma anormalidade em termos de viagem, no mundo normal das viagens em que vivemos… 🙁

Bom, seguindo, lá fomos nós até ao porto, apanhar o ferry-navio cruzeiro, desde Helsínquia até Tallin na Estónia, já do outro lado do Golfo da Finlândia.

O porto é moderno e bastante fácil de nos movimentarmos. Daqui partem barcos, para todos os países em redor, todos eles de grande porte.

Tínhamos hora prevista de saída as 18h30, e tudo correu conforme o previsto.

Depois de algumas manobras, lá atracou o nosso barco para começar a fazer o embarque das pessoas e carros.

Nós entrámos, e deparámos-nos com um barco remodelado e com excelentes condições para passarmos cerca de duas horas e meia. O tempo passou a voar, nós comprámos assento em cadeiras confortáveis, mas podíamos usufruir de todas as comodidades do barco,  como exemplo a sala para as crianças, onde elas brincaram durante mais de uma hora.

Existiam também muitas zonas de comidas e bebidas para que cada um pudesse relaxar um pouco e fazer uma refeição ligeira.

Pudemos ir ao último andar do barco e apreciar as vistas do Golfo da Finlândia e o seu mar calmo, a fazer lembrar a nossa ida ao Peterhof em São Petesburgo, quando entrámos no golfo também.

Num ápice, chegávamos ao outro lado, um novo país, muito mais histórias para contar. Por aqui, ao sairmos apercebemos-nos da dimensão real do barco, eram dezenas de camiões a entrar para o barco, para fazerem a travessia até Helsínquia.

Vale a pena apreciar um pouco do movimento…

Até a uma próxima Finlândia…